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domingo, 24 de novembro de 2013

A teoria da Cor




 


   
 Falar de luz é também falar de cor.
A cor é fortemente influenciada pela luz.
SEM LUZ NÃO HÁ COR!
 
  




Imagina que é de noite, estás no teu quarto com as luzes apagadas, totalmente às escuras. Consegues ver o teu armário, a porta, a cama ou alguma outra coisa? Claro que não! Não consegues ver nada porque não há luz. Para conseguires ver é necessário que haja luz.

Desde sempre, o homem reconheceu que a luz era muito importante para a perceção de tudo o que o rodeava, o azul do céu, o verde das plantas, o vermelho das flores ou do sangue dos animais... Porém, a explicação física do fenómeno não foi conhecida senão no século XIX. Dois séculos antes, em 1665, Sir Isaac Newton descreveu que a luz do sol podia ser decomposta em várias cores fazendo-a passar por um prisma de três faces. Isto produzia um espectro que ia do vermelho, passando pelo laranja, o amarelo, o verde e o azul até ao violeta.


Esta teoria foi o ponto de partida de vários estudos sobre a teoria da cor até aos nossos dias.


Hoje sabemos que:

Sem luz não há cor. Só podemos ver a cor real de um objecto quando está iluminado por uma luz natural ou artificial. Na natureza, tudo é composto de elementos químicos. Cada objeto tem propriedades diferentes que são caracterizadas por diferentes graus de absorção e de reflexão da luz.
Então porque vemos que determinado objeto é vermelho? ou azul?




Quando a luz (composta pelas sete cores) incide sobre o objeto, as suas propriedades fazem com que das sete cores, seja refletida apenas o vermelho. Todas as outras cores são absorvidas. 
 

Quando a luz (composta pelas sete cores) incide sobre o objeto, as suas propriedades fazem com que das sete cores, seja apenas refletida o azul. Todas as outras cores são absorvidas.
 

E o que acontece com o branco e o preto?



Quando a luz incide num objeto branco, todas as sete cores que compõem cada raio de luz, são refletidas.
É por isso que em zonas quentes, como na região do Alentejo, as casas são maioritariamente pintadas de branco: tornam-se mais frescas no verão porque refletem os raios solares.



Quando a luz incide num objeto preto, todas as sete cores que compõem cada raio de luz, são absorvidas.
É por isso que no verão não deves usar roupa preta: torna-se muito quente porque absorve todos os raios solares.

 
 Porque é que quando chove e está sol ao mesmo tempo, aparece o arco-íris? 
 O arco-íris resulta da decomposição da luz branca (tal como acontece com o prisma triangular). Quando a luz atravessa as gotículas da chuva surgem as sete cores: VERMELHO, LARANJA,AMARELO, VERDE, AZUL, ANIL e VIOLETA.
 




Desde sempre, o homem procurou representar a cor nas suas criações. Utilizava tintas que extraía de plantas, minerais e animais. Pintava e decorava os espaços onde vivia, os objectos que usava, as suas roupas, etc. 


 
 

As cores utilizadas provinham da terra. Por exemplo o carvão dava o preto, os vários tipos de terras argilosas davam o vermelho, o castanho ou o amarelo. Estas cores eram misturadas com gorduras e aplicadas com pincéis feitos com pelos de animais ou até sopradas através de ossos ocos.

 
  Nos nossos dias, encontramos uma grande variedade de tintas obtidas a partir de produtos naturais e químicos à base de óleos e água. 
  



Cores Primárias são cores que parecem ter luz própria e que não se obtêm por mistura de outras.
As cores primárias são:

  
 
AMARELO

MAGENTA

AZUL CIANO
 



Cores secundárias são cores que se obtêm através da mistura de duas cores primárias.
As cores secundárias são:

       
  
 Amarelo Azul Ciano VERDE 
 









 
 Amarelo Magenta LARANJA 
 









 
 Magenta Azul Ciano VIOLETA 



As cores complementares são aquelas que se encontram diametralmente opostas no círculo cromático.

Clica no link para ver como se constrói ocírculo cromático?

Assim temos as seguintes cores complementares:
 VERDE
 MAGENTA
  
 
AMARELO
 

VIOLETA
 
 
AZUL
 

LARANJA
 



São o branco, o preto e os cinzentos. Misturando o branco com o preto, gradualmente, obtemos uma vasta gama de cinzentos.
Se ao preto adicionarmos o branco:

Se ao branco adicionarmos o preto:






A cor influencia o estado de espírito e transmite sensações diferentes às pessoas.
Se pensarmos no calor ou no amor associamo-los ao vermelho, laranja e amarelo, que são cores quentes.




Quando pensamos na água, na chuva ou nas grandes florestas, temos uma sensação de frescura e associamo-la ao azul,violeta e verde, que são cores frias.







A cor pode assumir determinadas simbologias de acordo com o significado que se lhe atribuir. Por exemplo, é frequente ouvir “a fome é negra” e que o "verde é a cor da esperança".
A cor assume também diferentes significados conforme a função que desempenha como por exemplo: os semáforos.







cor da pureza,
cor da virgindade, da inocência
cor da higiene, da limpeza
cor do frio,
cor da simplicidade, da paz
cor da sabedoria e da velhice
cor da aristocracia, da monarquia
ausência de cor
cor do divino







cor preferida por mais de metade da população ocidental
cor do infinito, do longínquo, do sonho
cor da fidelidade, do amor, da fé
cor do frio, da frescura, da água
cor real e aristocrática






Por excelência, a mais bela das cores
cor do signo, do sinal, da marca
cor do amor
cor do perigo e da proibição
cor do dinamismo e da criatividade
cor da alegria e da infância
cor do luxo e da festa
cor do sangue e do fogo
cor da matéria e do materialismo







cor do destino,
cor da fortuna, do dinheiro
cor do acaso, da esperança
cor da natureza, da ecologia,
cor da saúde, da frescura
cor da juventude,
cor da permissão, da liberdade
cor do que é estranho
cor ácida, que pica e envenena







cor discreta
cor da tristeza e da penitência
cor da serenidade
cor do sofrimento
cor do silêncio







cor da luz e do calor
cor da prosperidade e da riqueza
cor da alegria, da energia
cor da doença e da loucura
cor da mentira e da traição
cor do declínio, da melancolia, do outono







cor da morte
cor da falta, do pecado, da desonestidade
cor da tristeza, da solidão, da melancolia
cor da austeridade, da renúncia, da religião
cor da elegância e da modernidade
cor da autoridade







cor do entusiasmo
cor animada
cor atrevida
cor da alegria

 
 
 MISTURA ADITIVA DA COR

Se quiseres saber o que é clica aqui.
MISTURA SUBTRACTIVA DA COR

Se quiseres saber o que é clica aqui.
 
 
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O HOMEM INTEGRAL, NO MATERIALISMO ECLÉTICO

Segundo Huberto Rohden no seu livro “Educação do Homem Integral”, o homem integral pode ser representado por três círculos parcialmente sobrepostos e parcialmente independentes, deixando no centro uma área comum a todos os círculos:


De acordo com a física, a luz incolor é a síntese de todas as cores. Quando a luz incolor passa por um prisma triangular, ela se desdobra nas sete cores do arco-íris.


Tomando por símbolo da alma a luz incolor do centro, compreendemos que todos os círculos podem ser afetados por esta luz. Assim, a verdadeira educação do homem integral só pode partir do centro do seu Eu, porque só esta luz incolor atinge o corpo, a mente e as emoções.

Por aí se compreende que a verdadeira educação do homem integral só pode ser auto-educação, partindo do centro da natureza humana, e não uma alo-educação, partindo de algum dos círculos periféricos.

Agora você pode estar se perguntando: então qual é a função do professor? E eu respondo: adivinhe? Mostrar o caminho por onde o aluno possa se auto-educar (lembrando que educação é diferente de instrução, veja mais na postagem anterior).

Ou como escreveu Herman Hesse (Nobel de literatura):
“Nada lhe posso dar que não exista em você mesmo,
Não posso abrir-lhe outro mundo de imagens além daquele que
há em sua própria alma.
Nada lhe posso dar a não ser a oportunidade, o impulso, a
chave.
Eu o ajudarei a tornar visível seu próprio mundo, e isso é tudo”.


Ainda conforme Rohden, o escopo supremo da educação é tornar o homem feliz, realmente feliz. A verdadeira educação mostra ao homem o caminho para ser feliz, seja no gozo, seja no sofrimento. Esta felicidade não é um “prêmio” dado ao homem bom; a felicidade é ele mesmo, quando sua consciência está em harmonia com a alma do Universo!

segunda-feira, 10 de junho de 2013

A leitura é a centelha do cérebro

Ler Leitura Read ReadingA mente humana constitui-se em duas grandes realidades existenciais: 

- a extensão física; 
- a extensão ideológica. 

A predominância de uma ou de outra determinam a identidade e a personalidade dos seres. 
Por sua vez, o trânsito entre ambos os polos constitui o elemento de evolução dos seres. 
Entretanto, a simples mudança de polaridade não constitui-se, por si, a própria evolução. O trânsito constante, frequente e estável entre essas polaridades promove um estado de intenso desenvolvimento do ser de modo a proporcionar-lhe uma expansão de consciência acima da média. 

A leitura surge, aí, como elemento ou instrumento de promoção do trânsito entre as duas polaridades da mente humana. 
O indivíduo com características marcadamente racionais pode acentuar esse aspecto de sua personalidade ao realizar leituras de cunho racional. 
Por outro lado, ao implementar leituras com as características do polo oposto promovem um estímulo à sua consciência, à sua mente, no sentido da sensibilização para o estado oposto do ser. 

De imediato, ou em curto prazo, isso provoca um estado de desconforto no ser e, até, desestabilização da consciência. Contudo, a insistência e permanência nesse processo de caminhar para o polo oposto proporciona a liberação de energias que se encontram potencializadas nos estado mentais do indivíduo. 

paismodernos-crianca-lendoLer, aí, constitui-se uma centelha energética que provoca o acender da pólvora (metafórica) dos conceitos e dos estados de consciência do ser e que desencadeiam processos de expansão de consciência. 

Pena que há indivíduos que permanecem em um estado de letargia da leitura. Alguns não aprendem a ler e, por isso, estarão condenados a um estado de limitação mental a seu estado de consciência, de cultura e de visão de mundo. Na verdade, uns poucos "ilumidados" conseguem superar esse estado sem que tenham a capacidade da leitura. 
Por outro lado, há aqueles que, mesmo sabendo ler, não exercitam essa atividade e permanecem de maneira intencional e/ou inercial em seu estado de letargia. 

Para aqueles que querem expandir sua mente, pratique a leitura e, se queres intensificar esse processo de expansão, leia textos com características diferenciadas de seu nível de consciência. Você observará uma abertura mental e uma mudança de consciência jamais previstas por você. 

Experimente! 

Jânio Rocha Ayres Teles
 
 
 
 
IMAGENS:
 
 
 

sábado, 23 de março de 2013

O Super Homem de Nietzsche, a simbiose e o poder

Friedrich Nietzsche
Analisar-se-á, aqui, o conceito de Super Homem, de Friedrich Nietzsche, filósofo alemão. 
Observe-se o trecho a seguir: 

"Super Homem é o termo originado do alemão Übermensch, descrito no livro Assim Falou Zaratustra (Also sprach Zarathustra), do filósofo alemão Friedrich Nietzsche, em que explica os passos através dos quais o Homem pode tornar um 'Super-Homem' (homos superior, como no inglês a tradução também pode ser compreendida como super-humano).
  • Através da transvaloração de todos os valores do indivíduo;
  • Através da sede de poder (vontade de potência), manifestado criativamente em superar o nihilismo e em reavaliar ideais velhos ou em criar novos.
  • E, de um processo contínuo de superação.
O Super-homem foi contrastado com a ideia do "último homem", que é a antítese do Ubermensch. Visto que Nietzsche não era considerado um exemplo de Super-homem em seu tempo, (através do “porta-voz” de Zarathustra), ele declarou que havia muitos exemplos de últimos homens. Zarathustra atribui à civilização de seu tempo a tarefa de preparar o vinda do Übermensch. Na compreensão deste conceito, entretanto, tem-se que recordar a crítica ontológica de Nietzsche quanto ao assunto individual que reivindicou “uma ficção gramatical”. (http://pt.wikipedia.org/wiki/Super_Homem_(filosofia)") 


O filósofo alemão Friedrich Nietzsche apresentou o conceito de Super Homem o que se mostra muito interessante para a Filosofia e que aqui, na Filosofia do Materialismo Eclético, encontrando lugar e significação. 
A vontade de poder do ser humano encontra na simbologia do Super Homem seu ápice de realização. 
O ser humano busca superar sua impotência, configurada sob o conceito de Niilismo, buscando todas as situações possíveis para fortalecer sua presença no mundo enquanto instância de poder. 
Contudo, a visão de poder que advém de cada ser humano depende de sua auto visão de ser. 
Como assim? 
Um ser humano que entende os limites do seu ser enquanto corpo físico imediato buscará encontrar seu Super Homem na instância corporal, esforçando-se por obter um corpo forte, bonito e saudável. 
Sua aparência, nesse contexto, torna-se algo que simboliza poder, concentrando-se, na maioria das vezes, no ato sexual como ápice da realização do Ser Humano. 
Por outro lado, um ser humano que identifique-se com uma ideologia, uma comunidade ou um contexto de vida tende a buscar a superação do Niilismo trabalhando para doar-se ao seu objeto de poder. 
Eis o caso de pessoas idealistas que se doam por uma causa, um movimento ou uma comunidade. 
São pessoas que apresentam um grau de simbiose elevada em relação a instâncias exteriores a seu próprio ser e que estabelece um grau de prioridade superior à sua autoconservação. Normalmente essas pessoas dão a vida por essas instâncias exteriores. 
Aí é que está a relação entre o conceito de Super Homem, de simbiose e de poder. 
Todo ser humano busca alcançar o grau de Super Homem. Contudo, alguns limitam-se à visão individualista e imediatista de seu ser. Outros, por seu turno, superam a espacialidade e a temporalidade em prol de um ganho futuro e/ou superior à sua imediatez. 
Pessoas que se entregam nessa simbiose abdicam de vivenciar prazeres e benefícios diversos de cunho imediato e alimentam um sonho ou um projeto maior e em um tempo futuro. 
Grande parte das pessoas não consegue alcançar seu objeto. Contudo, aquelas que o conseguem, normalmente, paralisam seu processo e acomodam-se em um estado de êxtase sereno. 
Aí se inscrevem aquelas pessoas que tem muitos dons e muitas oportunidades mas não conseguem ter ânimo ou visão ampliada para agarrar essas chances que se-lhe apresentam. 
A proposta do Materialismo Eclético, na verdade, não se configura na escolha de uma visão individualista e/ou ampliada de Super Homem. Trata-se, na verdade, de implementar um processo dialético semelhante ao Big Bang de expansão e retração dessa visão de poder. 
Em outras pessoas, o ser humano precisa saber transitar de uma visão de ser individual para uma visão ampla tanto espacial quanto temporal. 
Não deve viver sempre em processo de busca de algo distante, platônico, seja temporal, seja espacial. Contudo, não pode acomodar-se a um estado alcançado pois, dessa forma, promoverá sua estagnação e, ainda, retração. 
Um processo de vivência dialética do individual e do global fortalecem o ser e o deixam sempre estável a esperar, quando necessário, e a avançar, quando preciso. 
O hábito de vivenciar esse movimento cíclico de expansão e retração, de forma voluntária, amplia a sensibilidade do ser para identificar quando é necessário praticar um estado ou outro. 
Essa é a visão do Materialismo Eclético sobre o tema proposto. 

Jânio Rocha Ayres Teles 
FILÓSOFO

IMAGENS: 

http://professorakaroline.blogspot.com.br/2013/02/3-ano-filosofia-nietzsche-e.html 
http://www.google.com.br/imgres?hl=pt-BR&biw=1092&bih=541&tbm=isch&tbnid=YLfTs2WHjJhbGM:&imgrefurl=http://www.simplesmentebeijaflor.com/simbiose.html&docid=3L4qC9svLXQB7M&imgurl=http://www.simplesmentebeijaflor.com/top_simbiose.jpg&w=750&h=531&ei=QbpNUbzSDrfh4AOd7YDADg&zoom=1&ved=1t:3588,r:4,s:0,i:105&iact=rc&dur=1607&page=1&tbnh=184&tbnw=267&start=0&ndsp=8&tx=135&ty=43